sábado, 3 de outubro de 2009

SACI na UFBA

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Apreciação e Crítica de Espetáculo: Atire a primeira pedra

Atire a primeira pedra, espetáculo de formatura dos alunos da Escola de Belas Artes da UFBA (grupo Os 50'Tões – Trupe de teatro), baseado em contos da coluna A vida como ela é..., publicados no Jornal Última Hora, durante o ano de 1961, pelo dramaturgo Nelson Rodrigues, apresenta entre outros temas, o adultério, os amores proibidos e secretos, evidenciando, além das repressões às mulheres – priorizando a ótica feminina no universo rodriguiano, retratando uma época marcada pela lei patriarcal e a decadência da classe média, o falso moralismo de uma sociedade hipócrita e machista. Amarrados em dez cenas onde as mulheres explodem desejos reprimidos e fazem valer sua vontade, tratando de temas muito próximos do nosso cotidiano. Interessaste, pois mostra como essas situações, que achamos que só ocorrem com pessoas longe de nós, muitas vezes acontecem com amigos nossos, vizinhos, ou até dentro de nossas casas.
A peça nos remeti a emoções como surpresa, alegria, ansiedade, e podemos citar também a tristeza, como por exemplo, na cena da morte mãe, mas com uma roupagem mais humorística, para não carregar a cena. Certamente por essa adaptação ao humor, a peça não se torne monótona, com um ritmo das cenas adequado, onde todas são ligadas pelo mesmo tema. Também pela introdução das músicas e das coreografias, o espetáculo acaba ficando divertido.
A disposição do espaço e dos atores é um show aparte. O cenário extremamente funcional, com requintes e detalhes como as penteadeiras e seus abajures atrás da cena, as marcações só com a mesa que muda para posições como o Kamasutra, enchendo a imaginação de qualquer mortal mais criativo, o fio luminoso que contorna o palco, aceso em momentos estratégicos, que nos faz lembrar aqueles palcos de “cabaré”, ou shows americanos, e a luz focalizada no ator, quando ele fala antes de cada cena, quase cinematográfica; figurino adequado a cada cena, quase típicos, os saltos altos e cintas-liga bem cuidados e fundamentais; maquiagem forte, revelando bem casa expressão dos atores.
O grupo - que já apresentou em Salvador, Larilará Macunaíma Saravá, direção de Hebe Alves, Perseguição e Assassinato de Jean-Paul Marat, dirigido por Daniel Marques e Uma Visita à Casa de Bonecas, direção de Carol Vieira e Iami Rebouças - é um rebanho de talento. Atores muito bem preparados, quem além de interpretarem (muito bem, por sinal), tens um preparo pra dança e canto, fazendo um casamento perfeito entre as modalidades, onde uma completa a outra, em alguns momentos dar-nos a impressão de estarmos diante de um musical. Além de se entregarem de corpo e alma aos personagens, conseguindo passar verdadeiramente cada expressão e cada sentimento vivido por estes.O Espetáculo é perfeito, recomendado para todos, principalmente aos homens machistas, que não dão o devido valor à mulher, achando que ela só serve para cozinhar, limpar e cuidar dos filhos, muito pelo contrário, elas merecem milhares e milhares de prêmios, pela garra e força de vontade de crescer, desenvolver, e lutar, e chegar, nem que seja ao nível imposto pela sociedade, do homem. E aos machistas, não esqueçam, “cuidado amigo, você perde a mulher, não é só casa e comida, o que ela mais quer!!!”
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Universidade Federal da Bahia
Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos
Trabalho sobre Dança - Ação Artistica
03 de maio

15 minutos, e mais um pouco de Fama

Quando um artista é bem sucedido em determinada modalidade, ele acaba recebendo uma credibilidade por esse feito, uma espécie é reputação, um reconhecimento na sociedade, a Fama. Segundo o Dicionário Aurélio, fama significa: “Opinião geral sobre a excelência de alguém; renome, nomeada, nome, celebridade, notoriedade”. Daí tira-se uma idéia do que seja a tal fama, tanto desejada pelos famosos, ou até por pessoas comuns.
Especialmente entre os famosos, alguns deles conseguem manter essa fama, outros não, ficam tendo seus “15 minutos de fama”. Um reconhecimento temporário. Normalmente fazem sucesso com duas ou três músicas, no caso dos cantores, onde todos querem ouvir, querem ir aos shows, indo a programas de TV e tal, sendo bem reconhecidos. Tempo depois, esses sucessos acabam ficando monótonos, e esses artistas vão saindo da mídia, tentam cria novos sucessos, mas não conseguem, e conseqüentemente perdem a fama.
Mas, mesmo que esses artistas não consigam embalar novos sucessos, e perdendo a sua fama, sempre ficaram reconhecidos pelos seus sucessos antigos, logo, surge o movimento trash, onde são pessoas quem curtiram esses sucessos, ou novas pessoas quem acham interessante esse tipo de música, e se reúnem pra curtir e relembrar. Como exemplo, temos uma festa quem acontece em São Paulo, em uma casa noturna no bairro de Vila Olímpia, a Trash Mania, que foi documentada pela Carta Capital, onde na noite seria apresentada a “rainha do rebolado”, Gretchen. Ela é um exemplo vivo de que mesmo perdendo a fama, ainda se consegue, nem que seja mais um pouquinho de reconhecimento, mesmo que seja para um publico menor. Embalando sucessos como “melo do piripiri” e “Conga, la conga”, Gretchen ficou muito famosa na década de 80, onde ninguém ficava parado quando uma dessas músicas, ou a cantora subia no palco. Só quem hoje não é muito diferente. Nessa festa trash, pessoas com cabelos chamativos, mulheres com roupas bem ousadas e pequenas, e homens no estilo “Elvis”, deixando extrapolar o “ridículo” com muita graça e diversão, cantam, gritam, e dançam, celebrando a “volta” dos anos 80. Mostrando assim, que mesmo que um artista tenha perdido a fama para o público geral, sempre terão algumas pessoas quem lembraram e se divertiram com esses sucessos.


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Universidade Federal da Bahia
Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos
Trabalho sobre Dança - Ação Artistica
10 de maio

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Quem quer ser um Milionário?

“Quem Quer Ser um Milionário?” mostra a história de um garoto que nasceu na maior favela de Mumbai e se tornou um milionário em um programa de TV de perguntas e respostas, uma espécie de “Show do Milhão”. Pensando que Jamal Malik estivesse burlando o programa, supondo que ele tivesse tido acesso as respostas. Por ele ser um menino pobre e analfabeto, seria pouco provável que ele tivesse chegando aquele ponto, sem ter tido acesso à escola. Com isso, a polícia o interroga, e assim, ele conta como ficou sabendo de cada resposta mesmo sem ter nenhum estudo. Deste modo, presenciamos a sua vida difícil, até se tornar o garoto do chá em uma dessas empresas de telemarketing, e sua crescente relação com Latika, o grande amor da sua vida. Como um conto de fadas contemporâneo, Shakespeare inspira o romance de Jamal e Latika, que impulsiona a ida do jovem ao programa de televisão. Para Jamal, ganhar o dinheiro não era prioridade, mas torna-se impossível não cobiçar as rúpias quando ele vê que o destino conspirou a seu favor. Não apenas uma história de amor, o filme narra com eficácia por meio de flashbacks a vida do próprio Jamal, que nunca desconfiou que sua vida mudaria, neste caso, ganhando muito dinheiro na televisão. Seu maior intuito era ficar com Latika.
Esse filme nos faz experimentar a “dor” da vida difícil de uma pessoa pobre na Índia, mas em outros momentos, alegria, por ele, mesmo sem conhecimentos escolares, ter conquistado o prêmio, só com os ensinamentos da vida, do seu dia-a-dia, e também emoções relacionadas ao amor e carinho, até porque, no longa, tem uma história de amor, que é peça-chave para que o personagem siga em frente.
Alguns conflitos são presentes no filme, como a disputa entre os dois irmãos (Jamal e Salim), onde Salim, o mais velho, pela idade maior que o irmão, acha que pode mandar e impor situações para seu irmão, a exemplo disso, quando eles já estão mais velho, e reencontram Latika, mesmo ele sabendo que ela era o amor da vida dele, por ele ser mais velho, tinha o direito de se satisfazer com ela. Outros conflitos percebidos são, do próprio personagem principal com o apresentador do Quiz Show, onde ele supõe que ele esta trapaceando no jogo, e com a polícia, onde ele tenta esclarecer que não é trapaceador na história.
No início da projeção, quando de imediato percebe-se o predomínio das tonalidades azuis nos becos da periferia, meninos pobres correndo descalços em meios aos casebres de favela, tudo sob o som de uma batucada, e a predominância de um povo humilde e sofrido, exibe uma Índia, ao contrário da visão folclórica habitual, um país urbano e culturalmente cosmopolita, igualmente contagiado pelos refrigerantes, pelo dólar e pelas redes de comunicação. Podendo fazer assim um paralelo entre esse filme, e o filme brasileiro “Cidade de Deus”, onde mostra a realidade das favelas do Brasil, e sendo capaz de perceber que a diferença entre os dois paises é muito pequena.
Após assistir este filme, pude perceber a riqueza do povo indiano, que mesmo com todas as dificuldades, sempre dão um jeito de achar algum modo de ver a vida de um lado mais positivista, exemplo disso é o próprio Game Show, que pode-se perceber, que no final do filme, quando o personagem principal esta diante da pergunta final, é mostrado milhares de pessoas assistindo à esse programa, famílias reunidas, bares, restaurantes, todos vendo uma alternativa de “maquiar” a vida difícil. E também a presença forte da música e da dança nessa cultura, representada no número de dança realizado no final mesmo do filme, quando já se passa os créditos, onde pode ser feita uma relação com a Lakshmi, esposa do deus Vishnu, é personificação da beleza, da fartura, da generosidade e principalmente da riqueza e da fortuna, tudo a ver com a paixão dos personagens e com o filme, que trata da riqueza, e da mulher, visto que a Lakshmi é o principal símbolo da potência feminina.


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Universidade Federal da Bahia
Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos
Trabalho sobre Dança - Ação Artistica
23 de abril

domingo, 19 de julho de 2009

Flash's


















Baianidade única

Baianidade, palavra que pode definir muito bem o baiano. Mas o que vem a ser essa tal baianidade? É tudo aquilo que nunca vai ser encontrado em qualquer outro estado ou pais, é uma característica baiana que já vem no DNA. O baiano é um povo alegre, onde “tudo é lindo”, como dizia o conterrâneo Caetano Veloso, onde tudo dar-se um jeito, nem que seja um jeito que só eles sabem dar. Particularidade de um povo alegre, sorridente, humilde e solidário, rico de arte e criatividade. Nas veias corre a capacidade de criar coisas, objetos, idéias, um jeito de driblar a dificuldade, seja pintando tela, ou fazendo colar pra vender no Mercado Mor colar pra vender no mercado mpra vender no mercado mordelotado ou pais, nidadedelo, ou vendendo lanche, o que importa é consegui um dinheiro dignamente. Muitos dizem que o baiano é povo preguiçoso, que só sabe dormir em rede, mas esse povo tem muito demonstrar. Muitos do melhores artistas, escritores, e profissionais são da Bahia. É um lugar onde tem uma cultura única, é a mistura de povos diferentes, os africanos e os portugueses, onde se formaram pessoas de caráter, que sabem o que querem de suas vidas, pessoas inteligentes, ou porque é que tanto dizem q baiano não nasce, baiano estréia!
Um dos fortes da Bahia é a dança, é nessa modalidade artística quem eles demonstram seus sentimentos, pensamentos, conhecimentos, tudo quem sentem e vivem em ricos movimentos. Muitos estilos de danças foram gerados com o passar do tempo. A dança afro até hoje é a raiz de todas as danças, daí veio se criando outras, que foram se aderindo aos costumes de cada região. Danças que expressão alegria, cultura, animação, cada dança, cada coreografia, cada movimento conta uma história.E como a música é uma coisa que esta constantemente presente em nosso cotidiano, acabamos nos envolvendo e apanhando esses danças como parte de nossa vida. Na minha vida mesmo não falta dança. Tenho muito envolvimento com os vários tipos de danças, dês dos mais clássicos aos mais contemporâneos. E assim, acabamos envolvendo a arte em nossas vidas, sem perceber, vivendo assim, uma única baianidade.

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Universidade Federal da Bahia
Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos
Trabalho sobre Dança - Ação Artistica
12 de abril

sábado, 16 de maio de 2009

Eleições Convocadas

Ficou decidido em Assembléia as datas para o período Eleitoral do Centro Academico do Bacharelado Interdisciplinar de Artes. Fiquem atentos à documentação necessária e ao cumprimento dos prazos. De acordo com o Estatuto o número mínimo de membros de uma chapa é quatro (4) e todos devem estar devidamente matriculados no BI de Artes (xerox do RG e número de matrícula).

a.) Período de Inscrições das Chapas: até o dia 22/05 (sexta);
b.) Campanha eleitoral: entre os dias 25/05 (segunda) e 29/05 (sexta);
c.) Urnas: dias 01 e 02 de junho (segunda/terça);
d.) Posse: 02 junho;

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Fonte:
Coletivo das Artes
http://www.coletivodasartes.wordpress.com/

Cores e sentimentos, até em lugares distinto

O amarelo-avermelhado do fim do dia e das luzes da cidade de Salvador, o verde-vivo-sombreado de um campo da Noruega e o azul infinito do mar e do céu que se misturam na Grécia. Fotos fortes, coloridas e vibrantes, lugares tão distintos, mas que me remetem a sentimentos tão parecidos. Tranqüilidade, paz, harmonia, ou qualquer sentimento que se aproxime a ALEGRIA e BEM-ESTAR.
Também a idéia de amplitude, tons sobre tons, dégradé.
Infelizmente, desses locais só conheço Salvador. Cidade muito linda, maravilhosa, e que sou apaixonado, foi bem representada nessa foto, de um ângulo que pode ser chamado de perfeito, pois, em apenas uma posição e um único “flash”, o fotografo consegue reunir o mar, o céu, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, todos em uma bela obra. Lembro-me de quando fui à primeira vez a Salvador, nos meus seis anos de idade, férias com a família, nesse mesmo local, no mesmo ângulo, tive a mesma imagem, parei e fiquei olhando, olhando, com aquele olhar de felicidade, e quando meu pai me chamou, olhei pra ele e disse “quero ir não”. Queria ficar ali, pra não perder aquele momento, queria que fosse infinito.
Em relação aos outros locais, também estão muito bem fotografados. No caso mesmo do campo verde, me dá a idéia, como já havia dito antes, de amplitude, de que o campo é bem maior do que possamos imaginar e vê a foto. Até por ele possuir muitas elevações (subidas e decidas), e uma espécie de caminho, que vai de cima a baixo da foto, dando a entender que é longo o caminho. E um detalhe me chama muito a atenção é a perfeição do corte da grama, que fica totalmente uniforme, dando a impressão de um tapete.
Já na terceira imagem tenho a sensação de estar “entrando na história”. Não de apresentar coisas antigas, mas coisas diferentes do “moderno” presente hoje em dia. Não sei se posso chamar de cidadezinha ou casas, mas passa uma maresia, uma vontade de sentar e só olhar o mar, que por sinal foi muito bem fotografado, devido ao local de onde foi tirada, pois provoca uma mistura de cores, ou melhor, “mistura de azuis”, do mar com o do céu, e as construções pintadas de branco que se destacam na imensidão do azul, isso é o que me chama mais atenção na foto.

Teodor, um grande amigo meu, recém-formado em turismo, recebeu um convite para gerenciar um hotel na Grécia. Mas ele estava em dúvida, porque, mesmo com todas as “mordomias” que ele teria trabalhando para esse hotel, e o grande salto que ele daria em sua carreira, ele tem família, amigos, e um emprego que consegui quando estava estagiando, e acabou ficando. Uma vida formada no Brasil, e não podia largar o certo pelo duvidoso, sabendo que ele iria pra outro país. Como a indicação teria partido da própria faculdade, por ele ser um ótimo aluno, o hotel permitiu a ele, um tempo de experiência, ma visita para ver se valeria à pena deixar o Brasil, e morar e trabalhar na Grécia. E ele poderia levar um acompanhante. E quem ele chamou? Eu!
Então, fomos nós para Grécia. O hotel fica em uma ilha, bem próxima à terra. Encontramos com o dono do hotel, ele foi nós apresentando todos os lugares do estabelecimento, cozinha, quartos... Subimos para as áreas dos quartos, e, enquanto eles conversavam, aproximei-me da janela do quartos, e fiquei admirado com a paisagem, corri para a sacada. A vista era incrível, muito linda. Aquele “marzão” todo azul, parecia que ia se misturar com o céu, ficando um só. Dava pra ver as ilhas vizinhas, não muito distantes. Abaixo do hotel tinha umas “casinhas”, uma pequena igreja, umas escadas que ligava um lugar a outro, dava pra se perder ali, era uma espécie de “vila”. Mas o mais bonito era a pintura, tudo branco, padronizado, que se destacava no azul do mar. Chamei Teo para ver, ele também ficou maravilhado...
- E ai Teo, quero só ver se você não vai vir trabalhar, esse lugar é muito lindo cara!
- Nossa, é muito lindo mesmo! Da vontade de sentar aqui, e passar o dia todo só olhando esse mar e essa vista.
- Então, fiquei com o emprego cara. É uma ótima oportunidade. Além de você crescer profissionalmente, todo dia q você acordar, e der de cara com essa beleza, vai estar totalmente disposto para qualquer trabalho. E em relação ao Brasil, sempre que você poder, tiver um tempinho disponível, dá uma chagada lá, ou agente vem aqui, e claro que ficaremos aqui (risos)!
- (risos) E mesmo, vendo desse ângulo você esta certo, mas eu já tenho minha vida lá no Brasil, abandonar o emprego fixo que tenho, amigos, família, por outro emprego que eu nem tenho certeza se vai dar certo não, sei não...
Durante a conversa, ele avista um barco, bem longe, no meio do mar...
- Cara, olhe aquele barco, no mar!
- Poxa cara, o que você acha da gente dá um passei?
- Idéia ótima, melhor impossível!
Na mesma hora, ele comentou com o dono do hotel sobre o barco, e ele disse que esse era um dos serviços do hotel, e perguntou se nós não queríamos fazer um passeio. Foi dito e certo, fomos para o píer pegar o barco. Conhecemos algumas ilhas próximas, outros hotéis, alguns lugares agradáveis da cidade e tal. Na volta procurei ao Ted:
- E ai, como você ta se sentindo? Qual a sensação de estar aqui?
- Sem palavras! Acho que esse passeio foi o ponto pra eu tomar minha decisão. Vou trabalhar aqui!
- Nossa, que bom cara! Tenho certeza que você vai se dar super bem aqui.
- É, além de a cidade ser muito linda, sinto que vou crescer muito aqui. E como você disse, sempre quer der, posso ir ao Brasil.
- Boa sorte!
Com isso, ali mesmo no barco ele ficou com o emprego. Como ele já tinha decidido logo, nem precisamos ficar mais de um dia por lá. Voltamos no mesmo dia para o Brasil. No outro dia, arrumou logo suas coisas para a viajem, fizemos até uma festinha de despedida, claro que não podia deixar de ser em um restaurante grego, já pra entrar no clima.
Por fim, acabou que ele continuou no trabalho por muito tempo, coisa de seis anos, o hotel, que já era famoso na Grécia, acabou ficando mais famoso ainda, tanto no Brasil por casa do Teo, em outros paises sul-americanos também, e claro, que se não fosse a minha idéia de fazermos o passei no barco, ele não estaria nesse emprego. Como presente, ganhei a estadia no hotel totalmente de graça nas minhas férias.

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Universidade Federal da Bahia
Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos
Trabalho de Fotografia - Ação Artistica
22 de março