sábado, 16 de maio de 2009

Eleições Convocadas

Ficou decidido em Assembléia as datas para o período Eleitoral do Centro Academico do Bacharelado Interdisciplinar de Artes. Fiquem atentos à documentação necessária e ao cumprimento dos prazos. De acordo com o Estatuto o número mínimo de membros de uma chapa é quatro (4) e todos devem estar devidamente matriculados no BI de Artes (xerox do RG e número de matrícula).

a.) Período de Inscrições das Chapas: até o dia 22/05 (sexta);
b.) Campanha eleitoral: entre os dias 25/05 (segunda) e 29/05 (sexta);
c.) Urnas: dias 01 e 02 de junho (segunda/terça);
d.) Posse: 02 junho;

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Fonte:
Coletivo das Artes
http://www.coletivodasartes.wordpress.com/

Cores e sentimentos, até em lugares distinto

O amarelo-avermelhado do fim do dia e das luzes da cidade de Salvador, o verde-vivo-sombreado de um campo da Noruega e o azul infinito do mar e do céu que se misturam na Grécia. Fotos fortes, coloridas e vibrantes, lugares tão distintos, mas que me remetem a sentimentos tão parecidos. Tranqüilidade, paz, harmonia, ou qualquer sentimento que se aproxime a ALEGRIA e BEM-ESTAR.
Também a idéia de amplitude, tons sobre tons, dégradé.
Infelizmente, desses locais só conheço Salvador. Cidade muito linda, maravilhosa, e que sou apaixonado, foi bem representada nessa foto, de um ângulo que pode ser chamado de perfeito, pois, em apenas uma posição e um único “flash”, o fotografo consegue reunir o mar, o céu, o Mercado Modelo e o Elevador Lacerda, todos em uma bela obra. Lembro-me de quando fui à primeira vez a Salvador, nos meus seis anos de idade, férias com a família, nesse mesmo local, no mesmo ângulo, tive a mesma imagem, parei e fiquei olhando, olhando, com aquele olhar de felicidade, e quando meu pai me chamou, olhei pra ele e disse “quero ir não”. Queria ficar ali, pra não perder aquele momento, queria que fosse infinito.
Em relação aos outros locais, também estão muito bem fotografados. No caso mesmo do campo verde, me dá a idéia, como já havia dito antes, de amplitude, de que o campo é bem maior do que possamos imaginar e vê a foto. Até por ele possuir muitas elevações (subidas e decidas), e uma espécie de caminho, que vai de cima a baixo da foto, dando a entender que é longo o caminho. E um detalhe me chama muito a atenção é a perfeição do corte da grama, que fica totalmente uniforme, dando a impressão de um tapete.
Já na terceira imagem tenho a sensação de estar “entrando na história”. Não de apresentar coisas antigas, mas coisas diferentes do “moderno” presente hoje em dia. Não sei se posso chamar de cidadezinha ou casas, mas passa uma maresia, uma vontade de sentar e só olhar o mar, que por sinal foi muito bem fotografado, devido ao local de onde foi tirada, pois provoca uma mistura de cores, ou melhor, “mistura de azuis”, do mar com o do céu, e as construções pintadas de branco que se destacam na imensidão do azul, isso é o que me chama mais atenção na foto.

Teodor, um grande amigo meu, recém-formado em turismo, recebeu um convite para gerenciar um hotel na Grécia. Mas ele estava em dúvida, porque, mesmo com todas as “mordomias” que ele teria trabalhando para esse hotel, e o grande salto que ele daria em sua carreira, ele tem família, amigos, e um emprego que consegui quando estava estagiando, e acabou ficando. Uma vida formada no Brasil, e não podia largar o certo pelo duvidoso, sabendo que ele iria pra outro país. Como a indicação teria partido da própria faculdade, por ele ser um ótimo aluno, o hotel permitiu a ele, um tempo de experiência, ma visita para ver se valeria à pena deixar o Brasil, e morar e trabalhar na Grécia. E ele poderia levar um acompanhante. E quem ele chamou? Eu!
Então, fomos nós para Grécia. O hotel fica em uma ilha, bem próxima à terra. Encontramos com o dono do hotel, ele foi nós apresentando todos os lugares do estabelecimento, cozinha, quartos... Subimos para as áreas dos quartos, e, enquanto eles conversavam, aproximei-me da janela do quartos, e fiquei admirado com a paisagem, corri para a sacada. A vista era incrível, muito linda. Aquele “marzão” todo azul, parecia que ia se misturar com o céu, ficando um só. Dava pra ver as ilhas vizinhas, não muito distantes. Abaixo do hotel tinha umas “casinhas”, uma pequena igreja, umas escadas que ligava um lugar a outro, dava pra se perder ali, era uma espécie de “vila”. Mas o mais bonito era a pintura, tudo branco, padronizado, que se destacava no azul do mar. Chamei Teo para ver, ele também ficou maravilhado...
- E ai Teo, quero só ver se você não vai vir trabalhar, esse lugar é muito lindo cara!
- Nossa, é muito lindo mesmo! Da vontade de sentar aqui, e passar o dia todo só olhando esse mar e essa vista.
- Então, fiquei com o emprego cara. É uma ótima oportunidade. Além de você crescer profissionalmente, todo dia q você acordar, e der de cara com essa beleza, vai estar totalmente disposto para qualquer trabalho. E em relação ao Brasil, sempre que você poder, tiver um tempinho disponível, dá uma chagada lá, ou agente vem aqui, e claro que ficaremos aqui (risos)!
- (risos) E mesmo, vendo desse ângulo você esta certo, mas eu já tenho minha vida lá no Brasil, abandonar o emprego fixo que tenho, amigos, família, por outro emprego que eu nem tenho certeza se vai dar certo não, sei não...
Durante a conversa, ele avista um barco, bem longe, no meio do mar...
- Cara, olhe aquele barco, no mar!
- Poxa cara, o que você acha da gente dá um passei?
- Idéia ótima, melhor impossível!
Na mesma hora, ele comentou com o dono do hotel sobre o barco, e ele disse que esse era um dos serviços do hotel, e perguntou se nós não queríamos fazer um passeio. Foi dito e certo, fomos para o píer pegar o barco. Conhecemos algumas ilhas próximas, outros hotéis, alguns lugares agradáveis da cidade e tal. Na volta procurei ao Ted:
- E ai, como você ta se sentindo? Qual a sensação de estar aqui?
- Sem palavras! Acho que esse passeio foi o ponto pra eu tomar minha decisão. Vou trabalhar aqui!
- Nossa, que bom cara! Tenho certeza que você vai se dar super bem aqui.
- É, além de a cidade ser muito linda, sinto que vou crescer muito aqui. E como você disse, sempre quer der, posso ir ao Brasil.
- Boa sorte!
Com isso, ali mesmo no barco ele ficou com o emprego. Como ele já tinha decidido logo, nem precisamos ficar mais de um dia por lá. Voltamos no mesmo dia para o Brasil. No outro dia, arrumou logo suas coisas para a viajem, fizemos até uma festinha de despedida, claro que não podia deixar de ser em um restaurante grego, já pra entrar no clima.
Por fim, acabou que ele continuou no trabalho por muito tempo, coisa de seis anos, o hotel, que já era famoso na Grécia, acabou ficando mais famoso ainda, tanto no Brasil por casa do Teo, em outros paises sul-americanos também, e claro, que se não fosse a minha idéia de fazermos o passei no barco, ele não estaria nesse emprego. Como presente, ganhei a estadia no hotel totalmente de graça nas minhas férias.

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Universidade Federal da Bahia
Instituto de Humanidades, Artes e Ciências Prof. Milton Santos
Trabalho de Fotografia - Ação Artistica
22 de março
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